terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Inevitável encontro !

Doce mistério, esse seu ir e vir, nas minhas noites, quando durmo, tão profundo, e sua sombra torna-se real, exata, fiél, o rosto, o brilho dos olhos, o contorno dos lábios, perfeitos e tão perto que quase me beijam...Esse sonho mágico, místico por ser exato, claro, levando-me a lugares as vezes medonhos, insanos, em outras oportunidades, como essa noite, presenteando o amor, com música e lugar secreto...você sabe como me agradar, manter minha alma em você,  e apenas estar.
Lembro que cheguei  a um castelo, antigo, cheirando a terra, almíscar e outras essências . Um tanto zonza, ao pé de uma imensa escadaria quase branca, marfim, detalhes em ouro, você me vestiu da cabeça aos pés. Nos cabelos, presilhas douradas, um vestido com pedras rosadas, sapatos de cristal, desci hesitante, mas olhando firmemente em sua mão estendida, destemida, me dando então coragem...meu peito arfava, mas sem olhar os degraus, fui um por um descendo, descendo, até o final.Peguei em sua mão...estava com um traje belo, azul, me parecia um Lord inglês...eu o acompanhei ao centro daquele imenso salão..o chão..um imenso tabuleiro de vidro, preto e branco,  os lustres e candelabros iguais, a luz de velas...tremulas, singelas...cortinas brancas de cetim...pensei, este é o meu fim, mas me olhou tão docemente e tocou  em meu ombro, então  pude começar a ouvir uma musica em unissono, era uma sinfonia tão certa, como seu xeiro inesquecível, exalando as verdades de seu coração.Rodopiamos por  horas naquele imenso espaço, arquitetado para  estarmos, ficarmos, sentirmos  tudo que traduzia essa aproximação. Não tinhamos palavras, não tinhamos nada, a não ser  nossas próprias almas, abraçadas, chorosas, brincalhonas e cansadas. Um romance a moda antiga, de séculos e séculos passados, vitorioso  em sua quintessência, a suprema dádiva .O calor de seu rosto, sua mão pesada, tão delicada nessa hora, acariciando meus cabelos, despenteando meus medos. Quando  o som parou, paramos, e você mencionou...Meu Bem, era inevitável esse encontro, estamos ligados, atados, não importa a roupa que usemos, somos um e assim nos tornamos, entornamos.Uma mandala no espelho tinha um ponteiro, você apenas indicou  que agora  é a hora para vivermos esse grande amor. O espelho...entrei por ele, sem dizer adeus, sabia intuitivamente que tudo de agora em diante seria diferente...Abrí meus olhos para a outra realidade , olhando em minha mão, qual a supresa, o botão de rosa branca com um cartão e a inscrição...minha mulher, jamais me esqueça.
Eu sorri, e então voltei a dormir...a rosa sumiu, mas seu perfume permaneceu independente das aparências que  ferem . Foi inevitável este encontro...sim..é verdade, nos amamos !

Beijos e  Xeiros

da Maluzinha

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