terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Mesmice .


Mesmice igual a rotina, chateação, cansaço e asco de tudo exatamente igual, exatamente como permitimos que  seja...extatico, sem brilho, opaco. Dispomos de energia para vagar por terras quentes que tragam a liberdade dos sonhos e da alegria, na escuridão, sem estimulo, sem emoção a frieza nos mantém  no reflexo do nexo louco da fria comparação...Nada é igual..um dia após outro, são diferentes, o brilho do olhar de alguém  guarda uma linguagem  cifrada, caracterizada por lábios em riste, ou então gargalhando diante de tanta bobice. Os estimulos que enviamos ao mundo externo projetam  fielmente nossa opção . Se você diz ..sou a razão..sim, observará que todos a sua volta buscarão apenas isto..razão. Talvez dai pense..hum, então estava certo todos racionais querendo tirar o meu melhor, provavelmente sou um fera...hum..vou investir nessa idéia. Mas por quanto tempo aguentaríamos a pressão da famigerada  opressão da solidão sem sonhos, sem cor, mergulhada no profano do olho por olho, em espelhos convexos, distorcendo imagens e criando monstros e miragens? A frequência de nossos pensamentos, determina a qualidade do que vemos e vivemos, e se acharmos algo uma droga, como disco riscado ouviremos o mesmo som na radiola..ora, ora...Virar cigano e sair pela tangente pode ser opção..até a danada da  lei inexorável da atração te trazer, onde quer que esteja, com endereço diferente, as mesmas condições de vida sem graça, na mesmice , na chatice, na falta de algo que se busca incessantemente...cansa, cansa muito...olhar pra dentro e perceber  que o unico igual numa situação dessas somos nós mesmos.Procurar  vislumbres de luz e mudar a cena, de fato é complicado, afinal tirar lama do poço dá muito trabalho. O porão (inconsciente) precisa de faxina, precisa de cuidados.A  repetição é a unica coisa que só existe em nossa própria cabeça, através de nosso desejo, em manter as coisas exatamente como são e estão. Zona de conforto e abandono, a vida passando e ferindo como animal se for o caso de algo mais bestial, mas sempre, com a assinatura firme de nosso punho, como autor e aval de  histórias que contam  verdades mentirosas de um mundo que é sempre desigual. Tudo é relativo...tudo é possível...basta aceitarmos o fato de que somos sim os responsáveis por amar demais, por odiar demais, por excesso de hipocrisia, por escanecer como abutres nas feridas alheias e encontrar repouso no  mau cheiro  de sofrimentos e lágrimas. Nada pode ser mesmice, basta sermos humildes e percebermos  a hora de mudar, ter esperança e  buscar na igualdade a idéia de equilibrio e unidade.

Viva a diversidade ... Viva o livre arbitrio...nada pode ser definido como mesmice, depende dos estimulos que enviamos, da  idéia que  sobre uma situação criamos, um espetáculo ou um crucial obstáculo ! Vamos ser a lona ou os palhaços ? Lembrei da Elis Regina, e a canção o Bebado e o Equilibrista... Hum..até um dia !


Beijo e Xeirosss

da Maluzinha.