
Foram me chamar, eu estou aqui oque é que há!Musíca da Bethania, que canta como um bicho, um carcará, uma tigresa com as unhas afiadas, atrás de sua presa.Intensidade me agrada, na verdade, medida exata, para coabitar com minhas próprias verdades.Como doutrina, carrego o estigma de aprimorar meus sentidos, meus gemidos, chorando ou rindo, um livro sagrado que trago debaixo do braço, um guia quase didático de como não fazer tudo que me instiga a deixar de Ser.Nas feridas, prefiro ser a menina distorçida buscando aventuras, dançando em cabarés para platéias decadentes, posso cravar fantasias em minha carne, durante o ultimo ato do Cisne Negro. Empenho por derradeiros instantes minhas pedras preciosas,sem preço, para enviar cartas a um outro tempo que me deu contento, faz tempo.O barulho das corujas me atraem em madrugadas sombrias, onde caminho nua, usando apenas uma túnica branca, lembrando a paz que os livros tantos me falaram, lutei por eles, escorreguei, quase morri, mas acreditei.Revolucionária sem seus soldados, procurando um open bar para uma nova milicia criar, estímulo para avivar minha alma, acrescentar dizeres aos pensantes errantes como eu que não encontram éco em suas bravatas. Exagerada, excêntrica em tempos dourados, louca em tempos de malgrado, tanto me faz, continuo caminhando soturna até que o sol aqueça meus cabelos, meu corpo, minha carne, estonteada pela necessidade do fogo, onde possa dançar como deusa em tribos, pintar meu rosto de vermelho , bendizer a mata, o caule, conversar com fadas. Abrir tempestades, fazer cata-ventos rodarem em lascivia frenética.Como duvidar da intensidade que cabe no querer de uma mulher. Meus pés são frágeis, neste andar firme, minhas idéias são claras e mimo meu espírito com presentes como sanidade, gotas de realidade. Meus atos, meu sentido olhando para você de frente e vendo que apesar de tudo somos iguais diferentes e indiferentes a tudo que não seja verdadeiro.Seria tudo isso indescente ? Não fala, apenas me entende ! Tente !!!
Beijos e Xeiros
da Maluzinha !

Olhando o teto, observando o ponto borrado , inacabado, viajo e me escracho nas tantas vertigens que senti, vivenciando momentos tantos de menina de mulher e de loucos.Nunca fui tola, mas a inocência dos que fitam apaixonadamente a demência da sanidade aparente, me fascinam me chamam para o canto e lá fico por tempos longos, languidos e santos.Brincar de boneca, ser a dançarina de Aberlardo Barbosa, falar com bichos, dançar com espectros, tão belos, em seus costumes de época. Nesse interím não se peca, se ganha possibilidades, me apaixono perdidamente, me jógo nos braços de outro demente, deliciosamente ele sabe ele entende.Os momentos, sim, eles me fascinam na essência da exigência do agora e nada além por hora, gosto dessa coisa de estar fóra de órbita, habitando entre estrêlas, levando nos braços meu carma, parte da alma, que vagabunda , vasculha cada lance, nos becos sem saída, nas mulheres obscenas, nas noites geladas e frias, já mencionei sobre a demência dele, um jogador de pocker inveterado, dando uma de desalmado que chora nas noites escuras no meu abraço, e eu aceito, uma reticente louca que açoita a vida, entre os pontos do teto, borracho, mal acabado.Eu assim me acho, anti tudo, antídoto e sonho, noiva sempre a espera de um altar para a santificação de tanta loucura, tanta presunção. Me visto nas madrugadas com rendas e sedas, véu e grinalda, o meu Eu chega sempre atrasado, afinal estamos passeando em um facho de luz e nem sempre o tempo é exato diante da falta de realização. Emoção, não sinto, pressinto apenas que enfim seremos libertos , soltos, para amar e odiar, pra variar, pra vadiar, para tentar a felicidade na realidade de novos tempos.
Beijos e Xeiros
da Maluzinha !

Esse assunto sempre trouxe polemicas, pessoas e mais pessoas na extrema direita ou esquerda. Religião não se discute, não se impõe, individual na singularidade de cada leitura intransferível de acôrdo com a educação, a busca individual na esféra espiritual. Os meus sentidos olham para Deus em cada um de voces, disso sei. O sacrifício supremo ilustrado em cada doutrina, decodifica a real existência do amigo Superpoderoso, o milagre irrefutável de estarmos conscientes de não sermos apenas corpo e mente, e mente quem fala que não sente, desculpe a intromissão, não deveria interferir, mas dentro do meu contexto a premissa maior, a prova da existência de Deus manifesto em sua Trindade Bendita, é sermos testemunhas de nossas próprias vidas, observadas através da própria lente que usamos toda vez que queremos filtrar vitórias, fracassos, medos,inexplicáveis situações que apenas aparecem na vida , desertos a sós, observadores somos de nossos próprios caminhos, nos becos aparentemente sem saída, onde criamos portas, janelas e jardins, pelo simples fato de sinceramente desejarmos que seja assim, então assim seja. Cada pessoa é a casa de Deus, cada indivíduo famoso ou desconhecido é ilustre na plenitude de seus próprios superpoderes, do tal quereres que vem embutido em nossos corações, na hora exata de nossa programação..ops, concepção...é fato, estamos inseridos em uma unidade, impossível fugir a ela, seja ateu, seja fariseu...irremediavelmente estamos dentro de um útero santo que acomoda o rico e o pobre, o bom e o mau, a alegria e tristeza, e seguimos de acôrdo com nossas escolhas para uma rota de colisão com aquele que somos, de acôrdo com a nossa vontade. O segredo é estar ciente das escolhas, para não reclamar das raposas, das mariposas, das tantas moscas que caem na nossa sopa.Deus está vivo, respiramos o ar Dele, queiramos ou não, estamos fora da lista de opção para optar . Perceba-se, testemunhe seus atos, ouça a voz que está bem lá abaixo da sua voz, quem sabe tenha a satisfação de encontrar a humildade, a generosidade, a bondade suprema, o amor sem restrições, a cura, o perdão, o carinho que poderia abraçar o mundo, todo o afago que merece, que habitam dentro de seu Ser. Temos energia para iluminar uma cidade, mas por agora a necessidade é iluminar nossos sonhos, esperanças, para que venham a materializar-se no programa chamado Assim Seja..Amém!
Beijos e Xeiros
da Maluzinha !