Olhando o teto, observando o ponto borrado , inacabado, viajo e me escracho nas tantas vertigens que senti, vivenciando momentos tantos de menina de mulher e de loucos.Nunca fui tola, mas a inocência dos que fitam apaixonadamente a demência da sanidade aparente, me fascinam me chamam para o canto e lá fico por tempos longos, languidos e santos.Brincar de boneca, ser a dançarina de Aberlardo Barbosa, falar com bichos, dançar com espectros, tão belos, em seus costumes de época. Nesse interím não se peca, se ganha possibilidades, me apaixono perdidamente, me jógo nos braços de outro demente, deliciosamente ele sabe ele entende.Os momentos, sim, eles me fascinam na essência da exigência do agora e nada além por hora, gosto dessa coisa de estar fóra de órbita, habitando entre estrêlas, levando nos braços meu carma, parte da alma, que vagabunda , vasculha cada lance, nos becos sem saída, nas mulheres obscenas, nas noites geladas e frias, já mencionei sobre a demência dele, um jogador de pocker inveterado, dando uma de desalmado que chora nas noites escuras no meu abraço, e eu aceito, uma reticente louca que açoita a vida, entre os pontos do teto, borracho, mal acabado.Eu assim me acho, anti tudo, antídoto e sonho, noiva sempre a espera de um altar para a santificação de tanta loucura, tanta presunção. Me visto nas madrugadas com rendas e sedas, véu e grinalda, o meu Eu chega sempre atrasado, afinal estamos passeando em um facho de luz e nem sempre o tempo é exato diante da falta de realização. Emoção, não sinto, pressinto apenas que enfim seremos libertos , soltos, para amar e odiar, pra variar, pra vadiar, para tentar a felicidade na realidade de novos tempos.
Beijos e Xeiros
da Maluzinha !
Beijos e Xeiros
da Maluzinha !

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