sábado, 31 de julho de 2010

Ao som dos tambores !

Etnia..procedência..reticências...as raizes, que  no sangue  chamam como um clamor longinguo  e imediatamente reconhecideo. O instinto..ahh..o instinto aguçado, bem vindo, neste momento de encontro com o primitivo, onde  as chamas de um fogo intenso  crepitam, gritam, e  agitam..como agitam..sentidos, virando bicho, cheirando o mato, cheirando frutas silvestres e  caçando com flecha
certeira  na densa selva, mata, aráaaaa...e os movimentos internos são sinos  marcando o compasso do ritual de  tantos antepassados. Chamando a chuva, chorando os mortos, agradecendo as divindades  pela água, cachoreiras passam , rolam como  grandes peixes, simbolos  e os pés marcando cada movimento..entendo..então sou nessa hora selvagem, por fração de segundos, afundo, meu eu grita e dança entre os irmãos que foram, estão, são...raça, raça...que coisa estranha saber que de alguma forma estive  em cada batida deste tambor, pressentindo a tempestade, lendo a lua ,falando com as estrelas, quebrando algemas, fincando a lança  em  chão fértil e adorando a natureza. Existir um mistério..sentir, o melhor de todos os remédios.

Vejo cores, penas  adornando meus pés, meus cabelos, uma pintura  rosa em meu rosto, em meu corpo quente, clamando por  abandono, instante de sonho, relva fresca, cheirosa me cheirando,a terra  batendo com força  em meu peito, vida pulsando, dançando, encantada, como  prometida mágica.

Diversidade...pele de todas as cores..vermelha, amarela, branca, negra ,  reverenciando  quem fomos , quem somos, quem com honra nosso sangue partilhamos.

Um beijo e um xeirooo !

da Maluzinha