Penso na Cidade dos Anjos como arquitetura planejada por sons, tons, penso então em música, literatura , conspiração poética do universo que em escalas, nota por nota, enche meus olhos de luz, que induz minha alma para composições, performances, em sarau teatral, cavaleiro medieval, devolvendo por momentos a essência de minha ancestral, Joanna D'arc com sua armadura de prata, falando em justiça, vendo Deus em delírios e coabitando com Anjos e Demônios, cantigas de roda, no campo, na floresta, onde aacontecem festas. Vislumbro livros antigos, raros, exalando séculos de sabedoria, tão pequeno meu ser, não mantém demanda tão profunda, inspirada na obra de toda a vida que habita, contida nesta cidade como manada de cavalos selvagens, fazendo parte da arte, dos anjos na cidade, protegendo e criando entre partes o momento de crescer, aprender, refletir, soltar ou empreender possibilidades de acôrdo com cada própria verdade, simbolizada por uma moeda, com dois lados, duas esféras...Cidade dos Anjos, ar rarefeito, aroma de cravo com canela,chão de pedras brancas, por onde escorregam água morna, branda, que acalanta...acalma e embala coração com medo, com desejo . Anjos...que cidade bela, onde fabricam o sentimento que move e mantém nosso mundo, o amor desvelado, revelado em sua essência...divino, puro. Sabem, este é o lugar mais bonito para se estar, e por alguns momentos que seja, descansar...vestir roupa de criança, e sair correndo a brincar. Os Anjos? Apenas permanecem silenciosos, sorridentes, esperando por mais e mais visitas para manter o equilíbrio de nossos dias. Música, arte, poesia nas diversas expressões...manifestações todas desses seres alados sempre caminhando ao nosso lado.
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