Chega mais cêdo amor, eu finjo que não esperava...no rádio eu ouvia essa balada, que era tão nossa, que sempre arrepiava.Lugares proibidos com você na estrada, quando juntos olhavamos a lua, tão cheia e tão nua, que ficava ruborizada, nosso jeito louco encabulava, tão perdidos nas longas paradas, não esperávamos por nada, queríamos apenas amar e quietinhos ficar.Hoje duvida do meu querer, prefere conversas fúteis, inuteis, que distanciam eu de você.Alguém te sussurra não vá, é um falso brilhante numa armadilha pra te ofuscar. Mentira, meu bem, eu sou sua e de mais ninguém.Meu amor é marginal, proibido, voraz, ruboriza os que não sabem deixar chegar e ficar o belo, fato expresso , em carícias ou no silêncio de noites frias.Escancaro minha voz e sem erro, pronuncio meu sentido ligado ao seu, atado como corrente limada a ferro quente, ardente, sempre esperando, para explodir, ser, manter. Nada posso fazer, se meu anjo, amo tanto você.Marginal sentimento, insano, beira limites, tabús sociais, feito no avesso, arrotado nas mesas de sórdidos cabarés, leitura essa feita, pra quem não sabe a linguagem dos anjos que apenas amam sem receio, como anseio dormir no seu ombro, me aconhegar no seu peito.Não abandona nossa história tão bela por tão poucas moedas...moeda do preconceito, moeda dos terceiros, moeda dos ateus que não acreditam em deuses que se acham e constroem cidades, países, rompendo muralhas, sem escudos, sem mordaças.Moedas essas que não valem nada.Lugares proibidos desde o início, venero a saudade quando está pra terminar, vendo você chegar.E com seu jeito displicente me pega e apenas sente.Tem mais, adoro surpresas sem data, chega mais cêdo meu bem, finjo que não esperava.Não destitua de seu coração a cria que concebeu, essa paixão que chama em chamas o seu coração. Eu sinto...você, o tempo todo me fitando com seu querer, então vem, deixa o tudo mais e em lugares proibidos vamos amar até morrer , mas em paz.O amor sincero, sempre será manobra de risco, em campos de combate, onde só pensam na conquista, no poder e munidos da razão, armamento pesado, desferem golpes, metralham, o que é doce como buquê de rosas, como criança , como eu você, escondidos em máscaras, choramos por dentro, mordemos travesseiro, mas mantemos o aspecto frio, aparente e muito mais indecente, de não estarmos sentindo , não estarmos preocupados com a gente, com nosso destino, onde não sabemos se ficaremos pra sempre assim, com ódio de quem arrebatou nossa essência e determinou ficarmos longe.Vem meu anjo, meu bem querer, sempre busco em meus momentos todos estar é com você. Talvez por agora, pense...não vale a pena, um dia, quando eu nem mais por estas paragens estiver, vai perceber e dizer - Gente, como me amava esta mulher ! Será tarde, sem beijos, sem as lambidas nas feridas, nas chagas que os outros abrem e nos cobrimos com nossas linguas. Tá então meu bem, amor marginal é assim, lugares proibidos sejam então abençoados, e fiquem guardados, só pra você e pra mim. Te amo meu espanto, e cubro seu corpo com o meu, para que ninguém te acerte, deixa que me viro eu.Até meu bem, fica bem.
Beijos e Xeirossss !
Maluzinha !

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