domingo, 24 de janeiro de 2010

Uma prosa sem rima...

Observando a chuva cair...banhando as flores, regando a terra, fico a pensar...tudo tão perfeito, natureza tão exata, e  a pergunta que não quer calar...Diante do todo que nos foi concedido, tão certo, qual a razão de escolhermos por vezes o errado.Casas desmorando, barro, ceifando pessoas, a desabrochar, olhos que se fecham com um sorriso, sem saber que não voltarão mais a sonhar.Claro, origem de uma administração torpe, que não libera verbas, não fiscaliza, não dá a mínima, preferindo, todos os anos, escavar corpos.E me vejo subitamente triste, na tv, uma escola de samba dá o seu grito de carnaval, e eu choro.Que poesia triste, o cortejo de tantas vidas acabadas numa resumida chuva, destinada a criar vida ao planeta.E penso na força na grana, na força da educação, e tantas coisas mais...penso o quão distantes estamos de sermos alguém, vozes
fracas, individualizadas por essa nova  geração, subordinada ao imediatismo, sem ideiais, sem valores de adesão

a uma mudança, renovação, é..acho que renovação é a palavra certa. Chegamos sózinhos na terra, mas acredito que vamos embora levando tudo o que fomos e o que deixamos de ser.O projeto inicial da raça humana, é a evolução, mas como dói ver  o quanto caminha vagarosamente, como uma senhora, cansada, de tanto ensinar e ensinar, uma professora impar, que  exausta, não faz a chamada de presença.Cada um que diga..Sim, estou presente, consciente, por sí..complementamente só.A chuva continua caindo, e o samba na avenida vai sair.Eu procuro alguém, que nunca acho. o Nós.


Beijos e xeirosss!!!

 A natureza é perfeita. Os homens são implacáveis!!!

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